The Journal · The Notebook
English · Português · Français
Sobre a herança

Não uma firma.
Um ecossistema.

Sobre herdar um atelier de trinta e cinco anos e construir, em silêncio, um modelo diferente.

Por Inês Gavinho · 28 Abril 2026

A maioria das firmas de arquitectura desenha. Algumas também constroem. Muito poucas fazem ambas as coisas — e ainda menos são donas daquilo que acontece depois.

Os meus pais fundaram a GAVINHO em 1990. Um pequeno atelier de arquitectura. Rigoroso, pessoal, enraizado no ofício. Cresci dentro dele. Depois entrei nele. Depois comecei a mudá-lo. Não porque o que construíram estava errado — mas porque o mundo mudou, e vi uma possibilidade diferente.

Ao longo dos últimos anos tenho vindo a construir, em silêncio, qualquer coisa maior. Criámos a nossa própria construtora — não para escalar, mas para controlar a qualidade de ponta a ponta. Começámos a desenvolver os nossos próprios imóveis. Construímos um sistema operativo cognitivo que transforma comunicação de projecto em verdade estruturada. Trabalhamos agora em dois dos maiores projectos hoteleiros de Lisboa.

E ainda estamos a começar.

Não estou a gerir uma firma. Estou a construir um modelo novo para a forma como a arquitectura cria valor — do primeiro desenho até ao último hóspede.

As pessoas perguntam-me o que é hoje a GAVINHO. A minha resposta honesta: um ecossistema que cria. Arquitectura, construção, imobiliário, tecnologia, hospitalidade. Cada parte alimenta a seguinte.

Trinta e cinco anos de fundação. Um futuro completamente diferente. É nisto que tenho estado a trabalhar. Vou partilhá-lo aqui.